Meu Conto Preferido “Mary e John”

 

Mary e John

Se passa no velho oeste americano, quando as cidades já tinham seus bancos, onde os garimpeiros e mineiros,  depositavam seu ouro para sua segurança.

John conhecera Mary quando crianças. Cresceram e acabaram se casando. Haviam se casado há pouco tempo. Ambos tinham 25 anos.

John trabalhava na matriz do Banco Federal no Arizona. Mary ficava em casa com os afazeres de dona de casa, e também cuidava de sua mãe, que já era uma senhora de idade. Mas, não dava tanto trabalho a Mary.

John e Mary se amavam. Estavam muito apaixonados. Uma paixão que vem desde criança, quando se conheceram. John conseguiu uma promoção de gerente, só que no estado de Kansas. Teve que se transferir-se para lá, e mais para frente buscaria Mary e sua mãe para morar em Kansas.

Já, então no estado de Kansas, John estava se acostumando com o local. Um certo dia no inverno, já estava escuro, quando John voltava para casa a pé. Ao passar ao lado de um beco ouviu alguém dizer:

–Parado aí almofadinha, se der mais um passo, não verá o dia amanhecer! John sentiu um arrepio subir suas espinhas, ficando paralisado. — E, ande para cá, antes que eu puxo o gatilho!

— Tá, tá bom. Tenha calma, na-não fique nervoso. Disse John, gaguejando. John arrastando os pés, não conseguia se mover nem andar, de tanto medo. E foi se aproximando de onde vinha a voz. De repente, sentiu uma pancada bem forte na fronte do lado direito e tombou imóvel.

– Eram dois sujeitos. Levaram John até uma carroça, atrelada a dois cavalos e partiram. Levaram John bem longe, para fora da cidade, para que pudessem roubar seus pertences sem ninguém ver. Após isso, largaram John semi-morto no meio da estrada, no meio do nada, e fugiram.

No dia seguinte, já passava do meio dia, quando John ameaçava abrir os olhos seguido de uma dor terrível, vindo das têmporas do lado direito. Passou a mão e gemeu. Olhou para a sua mão e viu muito sangue que tinha escorrido do local da pancada. Levantou-se e andou cambalendo sem rumo. Andou por várias horas. Até que não aguentou mais e caiu.

Estava escurecendo, e fazia muito frio. Com o frio que fazia, John poderia se considerar morto. Mas, naquela noite, apareceu um grupo de índios apache, que estavam caçando na região, e encontrou John caído quase morto pelo frio. Logo fizeram uma fogueira, fizeram um curativo com ervas, que os índios sempre usavam para feridas. Em seguida o alimentaram, e aos poucos John ia recuperando suas forças.

Alguns índios sabiam como se comunicar com os brancos, e tentava conversar com John para saber o que tinha acontecido. Um porém. John não se lembrava de nada. A pancada foi tão forte que provocou amnésia em John.

Ao amanhecer, levantaram acampamento, e resolveram levar John para a aldeia indígena. Pelo percurso que os agressores de John fizeram, mais a sua própria caminhada sem rumo, distanciou bem mais de sua cidade.

Como John ainda estava se recuperando, alguns índios foram até a cidade perguntar sobre ele. Se alguém o conhecia, mas ninguém o conhecia, pois John era uma pessoa recém chegada de outro estado.

John acabou ficando na aldeia para se recuperar-se e guanhou um novo nome: homem-sem-memória. Aprendeu os costumes indígenas e a liguagem. Aprendeu também a montar a cavalo sem sela, e a caçar como os índios.

Nisso passaram um, dois, três quatro longos anos. E, uma dessas noites, enqunto dormia, teve um sonho. Estava sonhando com sua querida Mary. No sonho Mary dizia: — John, volte para casa! Preciso que você cuide da família.  Volte para casa John, volte!

Nesse instante, John acorda assustado e agitado, perguntando por Mary.

Saiu para fora da tenda onde dormia, e viu um amontoado de índios, ficando assustados, sem saber o que tinha acontecido.

–Onde está Mary? Cadê, Mary? – Mais assustado ficou John, sem saber onde estava. — Onde estou? Oque aconteceu?

Aos poucos os índios tentavam acalmá-lo, explicando como o encontraram há quatro anos, e que nesse tempo viveu na aldeia. John tinha a aparência de um índio, só que de pele branca, um pouco queimado pelo sol. Mais calmo, John conversou com o chefe da tribo, dizendo:

— Preciso urgentemente voltar para minha casa, para minha querida esposa. Nem posso imaginar o que aconteceu com a minha esposa, nesse tempo todo que estou aqui.

— É, nós sabemos como se sente, e vamos ajudá-lo. – Nisso, o chefe da tribo se reuniu com os demais, e arrumaram um grupo que levaria John até a cidade. Deram um punhado de ouro, que os índios haviam achado no rio, para que pudesse comprar roupas e pagar sua passagem de carruagem até o Arizona. Na despedida o chefe da tribo disse:

— Você é como nosso irmão de sangue, quando quiser voltar, será bem vindo. – Se abraçaram e se despediram.

A viagem correu tudo bem. John finalmente chegou à sua cidade. John não imaginava o momento de poder abraçar e beijar sua querida amada Mary.

Chegou no portão, querendo fazer uma surpresa a Mary. Mas, ao entrar em casa, encontra somente a mãe de Mary.

— Onde está Mary? – pergunta John, eufórico.
— Oh, John você voltou, onde esteve?
— Depois explico, onde está Mary?
— John,…Mary está morta.
— Mas, o que aconteceu…com a Mary? – John, olhando firme nos olhos de mãe de Mary.
— Ela acabou morrendo de desgosto no ano passado de tanto esperar por você. Sem notícias suas, a saúde foi enfraquecendo até que…
— Aonde ela esta enterrada?
— Lá em cima na colina… John espere … tem mais uma coisa… – sem ouví-la, John sai correndo em direção à colina, com olhos escorrendo, pensando um monte de besteiras.

De frente ao túmulo, uma lápide dizendo  ¨Mary descanse em paz¨. – John, com os olhos vermelhos marejados, pensando como pode ter acontecido isso com ele e Mary. E ele não poder ter feito nada, nada, nada, nada… – quieto, olhou em direção a um pedaço de corda que os coveiros usam para descer o caixão. Foi em direção da corda, pegou-a e jogou sobre um galho de uma frondosa árvore, subiu em uma lápide próxima, puxando uma das pontas da corda e amarrando ao pescoço. John estava disposto a fazer, e quando ia fazê-lo… – uma voz meiga de uma criança disse:

–Se o senhor tirar sua vida, a sua alma vai ficar vagando e sofrendo até quando for a hora.
— Quem te disse isso, garotinha?
— Foi a minha mãe quando estava viva.
— E, o que aconteceu com a sua mãe? – naquele momento John já estava menos abalado
— Deus a levou para o céu, mas, seu corpo foi enterrado bem aí do lado onde o senhor está.

De repente John sentiu um baque, suas mãos que seguravam a corda para transpassar a cabeça ao pescoço, caíram junto com os braços ao seu corpo, como se tivessem perdido as forças.

Desceu da lápide, e suas pernas bambearam caindo de joelhos. Nesse momento seus olhos começaram a lacrimejar. Tentando se conter, como se estivesse prendendo a respiração para não chorar. Logo soltou um suspiro e murmurou:

–Se você é filha dela, então… Nesse instante chega sua sogra, ofegante, após subir a colina , mesmo com dificuldade de andar. Nisso John olha para a sogra, perguntando com os olhos . E ela acena com a cabeça, afirmando.

— Oh, meu Deus! Mary se foi, mas, me deixou uma filhinha! – ela sem entender o que estava acontecendo e o pai com os olhos cheio de lágrimas disse:

— Minha Filha, eu sou seu papai!  – soluçando e abraçando a filhinha.
A sogra por sua vez disse: –Você saiu correndo para cá, nem me deixou terminar de dizer que, a Mary deixara uma filha para você.

A partir daquele momento, tudo na vida de John se transformou e tomou outro rumo.

John, agradeceu a Deus, pela graça recebida, prometendo se dedicar à sua filha, sua família.

Algum tempo depois, John voltou à aldeia dos índios que o acolheram, para agradecer pelo que fizeram por ele.

Autor: Carlos Akira Higuti

Este conto é uma ficção, qualquer fato real ou verídico será mera coincidência

 

 

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